TSA planeja uso de tecnologia de reconhecimento facial em voos domésticos

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Ativistas temem que o uso da nova tecnologia em voos domésticos permita que o Governo monitore indiscriminadamente os movimentos das pessoas

A tecnologia de combate ao terrorismo internacional e a imigração clandestina incluirá agora voos domésticos, gerando preocupação entre ativistas

Como havia sido anunciado, o Departamento de Segurança Nacional (DHS) está expandindo o uso da tecnologia de reconhecimento facial em aeroportos, incluindo também impressões digitais. Aquilo que antes foi elogiado como forma de combate ao terrorismo internacional e a imigração clandestina incluirá agora voos domésticos. A Administração de segurança nos Transportes (TSA) não considera a expansão uma “invasão” na vida dos passageiros em voos domésticos, ao contrário, divulga como uma ferramenta útil na agilidade do processo de revistas de bagagens e passageiros nos aeroportos.

“Atualmente, o TSA e as companhias aéreas parceiras verificação a identidade dos passageiros ao processar os dados biográficos e verificar a identidade física e os documentos de viagem, como passaportes e passagens. O uso da tecnologia biométrica simplificará a experiência vivenciada pelos passageiros e aumentar a eficiência e eficácia dos processos de segurança”, segundo o TSA.

Entretanto, ativistas defensores das liberdades civis temem que o uso da nova tecnologia em voos domésticos permita que o Governo monitore indiscriminadamente os movimentos das pessoas.

. Plano inicial:

Na segunda-feira (15), a Administração de Segurança nos Transportes (TSA) publicou diretrizes novas para o uso de tecnologia de reconhecimento facial em aeroportos por todos os EUA. Como parte da iniciativa, o órgão planeja utilizar dados como impressões digitais e leitura facial durante as revistas realizadas nos aeroportos, acelerando assim o fluxo de passageiros.

A segurança biométrica nos pontos de entrada no país é somente uma parte do plano amplo que o TSA divulgou nessa semana. Como parte da iniciativa, o TSA planeja primeiramente atuar com a Alfândega & Patrulha da Fronteira (CBP) para unir os sistemas de informação e, então, facilmente compartilhar em fases a tecnologia com parceiros. Inicialmente, a segurança biométrica será usada somente no programa Precheck da TSA, o qual permite a revista acelerada para os passageiros pré-aprovados.

Atualmente, o TSA realiza nas revistas nos aeroportos através de um agente e um manual de identificação de fotos. Eventualmente, o órgão espera que dados biométricos possam fazer ainda mais parte do processo de identificação. Antes que isso aconteça, o TSA precisa construir a infraestrutura que abrigue o reconhecimento dos dados faciais e digitais nos postos de verificação. A maior parte dessa infraestrutura já foi construída e aprovada, embora seja usada basicamente para embarques nas aeronaves e não revistas de segurança. No final de setembro, a Delta Airlines lançou o primeiro terminal biométrico no aeroporto Hartsfield-Jackson International, em Atlanta (GA). Lá, os passageiros viajando em voos internacionais podem optar pela leitura facial e usar essa imagem para ser comparada com a do passaporte para embarque num voo. Em junho, o aeroporto de Orlando, Flórida, lançou uma iniciativa similar, embora não esteja limitada à Delata e empresas parceiras de voos.

Os participantes atuais do programa Precheck do TSA proveem impressões digitais e uma simples fotografia como registro. Posteriormente, o órgão planeja colher e arquivar os dados.

 

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