Brasileiros sobrevivem à chacina em escola na Flórida

Foto7 Nikolas Cruz Brasileiros sobrevivem à chacina em escola na Flórida
Na quinta-feira (15), Nikolas Cruz foi oficialmente acusado de cometer 17 homicídios
Foto7 AR 15 Brasileiros sobrevivem à chacina em escola na Flórida
Nikolas Cruz usou um rifle de assalto AR-15 (detalhe) para matar estudantes e professores

Nikolas Cruz entrou na Marjory Stoneman High School portando um rifle de assalto AR-15 e matou 17 pessoas

Na tarde de quarta-feira (14), pouco antes do final das aulas, o ex-aluno Nikolas Cruz, de 19 anos, entrou na escola Marjory Stoneman High School, em Parkland (FL), armado com um rifle de assalto AR-15 e matou 17 pessoas. O jovem acionou um alarme de incêndio e, então, usando uma máscara de gás, jogou bombas de fumaça e atirou em alunos e professores que corriam. Após matar 12 pessoas, ele saiu do prédio exibindo a arma e matou 2 pessoas no gramado e outra que corria na rua. Duas outras vítimas morreram no hospital.

A cidade de Parkland fica à 1 hora de carro de Miami e a Marjory Stoneman High School tem 3 mil alunos, entre eles inúmeros brasileiros. Esta foi considerada umas das piores chacinas ocorridas no interior de uma escola nos EUA desde 2012.

. Consulado informa:

O Setor de Cooperação Comunitária – Seção de Imprensa do Consulado-Geral do Brasil em Miami divulgou a seguinte mensagem: “Prezado Membro da Mídia Brasileira na Flórida, o Consulado-Geral mantém permanente contato com as autoridades norte-americanas e com cidadãos brasileiros na região. Não há, até o momento, qualquer informação sobre vítimas brasileiras. Os estudantes brasileiros na escola de que o Consulado-Geral tem conhecimento encontram-se bem.

O Consulado-Geral mantém telefone de plantão consular e dispõe de Setor de Assistência a Brasileiros para prestar apoio às famílias brasileiras. O Consulado-Geral pode ser contatado por meio do Setor de Assistência a Brasileiros pelos telefones: (305) 285-6258, (305) 285-6251, (305) 285-6208 ou pelo e-mail:[email protected] Fora do horário de expediente o Consulado mantém serviço de plantão, exclusivamente para os casos de comprovada emergência (falecimento, hospitalização e prisão), por meio do telefone: (305) 801-6201.

O Posto também possui psicóloga que pode conversar com as famílias e prestar orientações. Cabe ressaltar, porém, que a psicóloga do Consulado-Geral não presta tratamento psicológico, mas pode encaminhar as famílias a outros profissionais e informar sobre recursos oferecidos pelas autoridades locais.

Atenciosamente,

Setor de Cooperação Comunitária – Seção de Imprensa
Consulado-Geral do Brasil em Miami”

Nikolas havia sido expulso da escola por mau comportamento, após brigar com o namorado atual da ex-namorada, e cursava o supletivo (GED). A mãe adotiva dele, Lynda Cruz, morreu em novembro do ano passado devido às complicações de uma pneumonia e gripe, portanto, ele morava na casa de um colega de escola. Já o pai do jovem faleceu há vários anos em decorrência de um ataque cardíaco. As autoridades americanas ainda investigam as causas da chacina.

. Brasileiros relatam o caos:

A aluna brasileira Melissa Camilo, de 15 anos, estava na sala de aula quando começou o tiroteio. “A gente ficou bem quietinho para ele não escutar nada, não saber que tinha gente na nossa sala”, relatou ela ao jornal Folha de São Paulo. “Quando a gente saiu no corredor, era só sangue e corpos”.

A também estudante Kemily Santos Duchini, de 16 anos, deixou o material escolar e outros pertences para trás durante o tiroteio. “Ficou bolsa, carteira, chave do carro. Estamos em choque até agora”, disse ela à Folha.

. Jovem problemático:

Horas após a chacina, estudantes que conheciam Cruz o descreveram como uma “criança problemática” que adorava exibir armas, gabava-se de matar animais e cuja mãe costumava telefonar para polícia para que os agentes fossem à residência da família para aconselhá-lo. O americano Ben Bennight, morador no Mississippi, denunciou Nikolas ao FBI depois de assistir a um vídeo postado pelo jovem no qual ele dizia “eu vou ser um atirador de escola profissional”, postado em 24 de setembro de 2017. Ben tirou uma foto da tela e alertou o YouTube, que removeu a postagem. Depois, ele deixou uma mensagem de voz no escritório do FBI da sua jurisdição sobre o comentário. Não foi informado o que o FBI fez com relação à denúncia.

O Senador Bill Nelson, da Flórida, criticou a incapacidade de o estado em aprovar uma lei eficaz que ajude a evitar ataques como o de quarta-feira (14), Ele citou a chacina ocorrida na boate gay Pulse em Orlando que deixou 49 mortos e o tiroteio no aeroporto de Fort Lauderdale que resultou na morte de 5 pessoas. A chacina ocorrida na Marjory Stoneman High School e a 3ª do gênero ocorrida na Flórida nos últimos 2 anos.

“Nós temos passado muito por isso e todas as vezes que dizemos basta, então, obviamente, não basta”, disse Nelson.

Na quinta-feira (15), Nikolas Cruz foi oficialmente acusado de cometer 17 homicídios.

 

 

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