Ativistas pedem a Murphy carteiras para indocumentados em NJ

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Murphy prometeu apoiar uma proposta que conceda a carteira de motorista a todos os residentes em New Jersey e agora está sendo cobrado pelos ativistas por isso

Os manifestantes realizaram passeatas independentes na capital do Estado Jardim

Em 11 de janeiro, mais de 100 imigrantes e seus defensores realizaram uma passeata em Trenton exigindo que o novo Governador Phil Murphy cumpra a promessa de conceder o acesso à carteira de motorista em New Jersey, independente do status migratório. Os manifestantes entoavam os alogans “Carteiras sim, promessas não”. Já outros exibiam cartazes pedindo as carteiras nos primeiros 100 dias de Murphy no cargo.

“Lembre-se, você citou uma razão em sua campanha para prometer isso”, disse Nuno Pereira, coordenador em Elizabeth do grupo Cosecha New Jersey. “Agora, complete-o nos próximos 100 dias”.

Atualmente, 12 estados e Washington-DC concedem carteiras de motorista aos indocumentados e outros que não possuem documentação apropriada, como vítimas de violência doméstica, desastres naturais e moradores de rua. Murphy expressou apoio a uma lei que torne New Jersey o 13º estado.

Pereira, de 22 anos, morador em Hillside, nasceu em Nova York, mas os pais dos jovens são indocumentados. Ele recorda-se de não poder juntar-se aos amigos em atividades extracurriculares em clubes na infância e adolescência, pois os pais dele não poderiam pegá-lo depois da escola. O risco de ser descoberto, acrescentou, geralmente paira sobre a cabeça dos imigrantes indocumentados e os americanos de 1ª geração.

A manifestação é independente da campanha “Let’s Drive New Jersey”, a qual a New Jersey Alliance for Immigrant Justice e outras organizações organizaram no início de janeiro. Vários políticos compareceram à manifestação, incluindo a Vereadora Annette Quijano (D-Union), a redatora líder da proposta New Jersey Safe & Responsible Driver Act. O projeto de lei é a versão revisada da proposta que ela apresentou à Assembleia Estadual em 2014.

Nuno, que protestou a favor da carteira de motorista em 2015, disse que os legisladores de ambos partidos o decepcionaram na última vez em que a proposta foi votada. “Nós decidimos que é melhor fazer as nossas próprias coisas e respeitamos todos”, disse ele.

As próximas propostas na Legislatura tende a enfrentar certa resistência da parte dos políticos mais conservadores, como a Senadora Christopher J. Connors, o Deputado Brian E. Rumpf e a Vereadora Dianne C. Grove, todos republicanos, adiantaram recentemente que eles se oporiam a tal proposta.

Sílvia Martinez, membro do grupo New Labor em Lakewood, relatou que o trabalho dela como limpadora de casas exige que ela viagem de um cliente para o outro. Algumas vezes, disse ela, dirige sem a carteira de motorista para poder sobreviver, embora tenha um carro, registro e seguro em nome dela.

“Eu preciso disso, eu não quero dirigir com o medo de ser detida”, disse Martinez, que participou das manifestações “Let’s Drive NJ” e em Trenton.

A proposta de Quijano pede por uma carteira de motorista que não atenda as exigências federais, indicando que não poderá ser utilizada para embarcar em aviões, votar ou aplicar para benefícios federais. O documento teria uma tarja com os dizeres “aplicam-se limites federais”.

Oponentes da imigração clandestina temem que a liberação da carteira para todos, independentemente do status migratório, sirva como “recompensa” para aqueles entraram ou permaneceram ilegalmente no país. “Em New Jersey, você tem regras de 6 pontos. Isso concede-lhe alguma legitimidade enquanto residente do estado de New Jersey e residente dos Estados Unidos”, disse Shelley Kennedy, moradora em Atlantic Highlands e membro do Bay Shore Tea Party.

“Os liberais votaram num criminoso”, postou Dineen Yannelli em sua página no Facebook. “Ele não deveria ser autorizado a ocupar o cargo. A plataforma dele é burlar a Lei Federal e nos tributar para pagar pela maior parte disso”.

Pereira disse que esse é apenas um dos muitos migratórios que a Cosecha New Jersey planeja pressionar Murphy enquanto governador. Ele atua em todo o estado e também pediu a Murphy a assinar propostas de expansão da ajuda financeira estadual, licenças profissionais e outros benefícios aos imigrantes, independente do status. “A carteira de motorista não é o último passo, pois não concederá a legalização”, comentou o jovem ativista. “Esse é o último objetivo pelo qual lutaremos, mas já é um passo à frente”.

 

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