Maria e os sorvetes

tadeu rds 300x225 Maria e os sorvetesBuraco, em Itaobim, ainda está na moda. Não os buracos nas ruas, estes já existiram em abundância em vários governos municipais. O que ainda está na moda é o jogo de buraco. Joguinho divertido, jogado em duplas, onde cada pessoa recebe onze cartas e a dupla ganhadora é aquela que conseguir o maior número de canastras (seqüência de sete cartas do mesmo naipe). Mas a verdade é que em Itaobim todo mundo gosta de jogar buraco, existindo os chamados viciados no jogo, como Murta Soldado, e aqueles que já se foram para o andar de cima, mas são lembrados porque jogavam todos os dias, como Belson Dutra, Nêgo Torneiro, Dionitas Martins e outros tantos.
Num belo dia jogávamos buraco, quando o dono da casa resolveu nos agradar e pedir à empregada, de nome Maria, para comprar uns sorvetes para nós. A sorveteria ficava do outro lado da rua. Rua que Maria atravessou, toda rebolativa, com uma bandeja na mão.
O jogo continuou, passava o tempo, e nada de Maria chegar com os sorvetes. O dono da casa, que estava sentado de costas para a rua, virou o pescoço e gritou: “Maria, cadê os sorvetes?” Ouvimos claramente a resposta de Maria: “Já levou”.
A indignação tomou conta do dono da casa, que se dirigiu à porta da rua, acompanhado pelos outros jogadores e gritou para a empregada: “Quem é que já trouxe, se os sorvetes não chegaram até agora?” A Maria, saindo com a bandeja de sorvetes na mão, grita, desaforada, a sua resposta: “Eu num falei que ninguém já truxe” não. Eu falei que eu já “lê ia”.

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