Dia dos Namorados!

E podem ter certeza de que são poucos os que ainda existem por aí. Poucos mas ainda não em extinção. Quer dizer. Dizem que não.

O desamor anda tão grande, que mais vale para se firmar diante do parceiro uma humilhação do que uma palavra de carinho. O desprezo pelo ser humano chegou a um ponto em que os que só sabem ser egoístas e desprezíveis, só conseguem levantar o nariz e empinar o peito, quando pisam em alguém. E ainda tem coragem de dizer, que amam. Mas… Quem e o que?

Será que décadas atrás realmente éramos seres mais puros e humanos? Sabíamos amar melhor? Ou será que também o romantismo que alguns dizem ter e sentir, está só nas palavras para aparecer como exemplo? Mas… E se nem sequer uma boa noite ou bom dia sabem dizer? Claro que falharam com eles, coisa que nunca fizeram. Infalíveis nos atos, nos sentimentos, nas palavras, na razão. Única e exclusiva. Sua.

Dá mesmo para ficar com pena dos vendedores de rosas nos cruzamentos e sinais de movimentadas avenidas. Quantos não estarão pensando se vale mesmo a pena gastar dinheiro sequer com simples flores? Deverão estar murchas e caídas logo que chegarem às mãos destinadas. Flores! Dirão. Flores!

Bem disse Cristo uma vez que de nada adianta darmos pérolas aos porcos. Mas dirão que botões de rosas não são pérolas. Serão e ainda mais valiosas se recebidas com amor. Amor que poucos têm para receber por não saberem também dar. Não sabem ver no perfume o brilho da joia chamado respeito, carinho, amizade. Não importa se forem rosas brancas com pérolas, vermelhas como rubis, amarelas como safiras ou rosas como turmalinas. Nem que durem um tempo ínfimo comparado ao das joias. Mas quem receba, saiba guardar o perfume. Se souber, é claro.

Nada de pensar que esta está cheia de desamor. Nada disto! Até porque amamos e muito! Ainda há muito e para dar. E para receber também. Pensando nisto até vamos lembrar a piada que rolou na internet. Antes de comprar o presente para o namorado ou namorada, calcule bem se o tempo de duração do namoro, não será inferior ao número de prestações a pagar pelo presente.

Ou então… Dê rosas… Pelo menos será… Quase mais romântico!

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de cem jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, [email protected]

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