O que vem por ai?

É sempre uma pergunta que nos fazemos. Mesmo sem usar estas palavras, mas a vontade de saber é a mesma. Aliás, somos tão curiosos que em grande parte das vezes, estragamos tudo com o tal do querer adivinhar. Por outras ficamos duvidando quando algo que desejamos ou queremos, cai em nossas mãos. Aí o que vem por aí é bem possível de ser substituído pelo não acredito, não é possível, e tantas outras dúvidas. E lá vamos nós, estragar tudo de novo. Porque as coisas tomaram rumo que não esperávamos, apesar de esperar por elas a vida inteira. Ou quem sabe até porque estão nos oferecendo aquilo que queríamos e nos quedamos a pensar se pegamos ou não.

Não raras às vezes resolvemos pensar um pouco, e acabamos pensando um pouco demais. E tem um ditado antigo que diz que “pensando ficou um burro na esquina” chamando por nós. Ora… Pensamos… Meditamos… Analisamos… Só que, nada decidimos. Ou se decidimos agora, dentro de alguns minutos ou até mesmo segundos, poderemos estar novamente em dúvida. E voltamos a pensar… A meditar… A analisar… E até mesmo duvidar de nossa inteligência. De nosso discernimento.

O que vem por aí, realmente sempre nos deixa na expectativa. E o que é mais comum, pensando se vai ou não valer a pena. Jamais somos capazes de lembrar de que este mesmo o que vem por aí, já esteve em nossas cabeças dezenas de outras vezes. E é bem capaz de até agora não lembrarmos o que vimos, sentimos, fizemos. Só porque o que vem por aí pode ser perigoso. Pode ser difícil. Sem graça. Sem valor. Sem interesse.

E como sempre, tarde demais descobrir que…

O que vem por aí?

Já foi!

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de cem jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, [email protected]

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