Prefeito em Novo México ordena suspensão da construção de muro na fronteira

Foto3 Muro na fronteira Prefeito em Novo México ordena suspensão da construção de muro na fronteira
A campanha “Nós Construímos o Muro” (We Build the Wall) começou a construção da cerca da fronteira em terras privadas em Sunland Park (N.M), na sexta-feira (24)

Javier Perea alega que a estrutura de 18 pés (5.4 m) ultrapassa a altura máxima da cidade, que é de 6 pés

Nesta semana, ocorreu uma disputa judicial entre empreiteiros privados que construíram uma cerca de meia milha (0.80 km) entre uma cidade fronteiriça no Novo México e o México. O prefeito do município argumenta que a cerca não obteve a devida autorização.

A campanha “Construímos o Muro” começou a construção da cerca da fronteira em terras privadas em Sunland Park (N.M), na sexta-feira (24), usando dinheiro arrecadado através de doações, informou o jornal Dallas Morning News. A cidade faz fronteira com El Paso (TX) e o México.

A empresa planejava concluir a construção até sexta-feira (31), mas o prefeito de Sunland Park, Javier Perea, disse na terça-feira (28) que a cerca de 18 pés (5.4 m) ultrapassa a altura máxima da cidade de 6 pés. Na quarta-feira (29), ele emitiu uma ordem de suspensão da obra.

Dustin Stockton, vice-presidente e co-fundador da campanha “We Build the Wall”, disse que a construtora não se deixou intimidar por Perea, alegando estar em conformidade com os regulamentos da cidade.

“Sunland Park enviou um inspetor de construção para inspecionar o local antes de começarmos a construir”, disse Stockton. “Havia um inspetor no local quando colocamos o primeiro concreto e, cada vez, ao longo do caminho, recebíamos permissão para continuar a construir enquanto a nossa aplicação era processada”.

Perea disse ao canal de TV local KOAT-7 que a ordem de suspensão foi entregue a um tribunal municipal. A campanha “We Build the Wall” informou que realizará uma manifestação na quinta-feira (30) em apoio ao término do projeto.

“Apertem os cintos, nós estamos apenas iniciando!” Escreveu o grupo numa postagem em sua página no Facebook, compartilhando que disse ser imagens da construção tiradas ao longo do final de semana.

Na manhã de segunda-feira (27), uma equipe do canal de notíticas CNN observou tratores trabalhando no local nas proximidades de Novo México, Texas e divisa com El Paso. Kris Kobach, antigo secretário de segurança de Kansas e conhecido pela postura rígida com relação à imigração, disse “é impressionante como essas campanhas podem angariar com sucesso tanto dinheiro e como os americanos se preocupem com relação a isso”, que também conselheiro geral do “We Build the Wall”.

Quase a metade de meia-milha (0.80 km) está quase completa, relatou Kolbach, custando entre US$ 6 milhões e US$ 8 milhões. A principal empresa construtora, a Fisher Industries, com sede em North Dakota que Trump vem defendendo agressivamente para ela vença o contrato para construir o muro.

A notícia da construção privada do muro tende a mobilizar os ativistas oponentes ao projeto, ao mesmo tempo em que encorajará os apoiadores de Trump e uma de suas principais promessas de campanha. O antigo estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, detalhou que parte do muro novo conecta duas partes de 21 milhas (33.7 km) de estrutura já existente. Entretanto, o CNN não confirmou se o novo muro realmente conecta as duas partes do muro construídas pelo governo federal.

“A Patrulha da Fronteira nos informou que essa é a milha número um para ser fechada. O terreno acidentado sempre foi excluído da lista do governo”, alegou Bannon. “É por isso que nos focalizamos; a terra privada não está no programa e as mais difíceis são excluídas primeiro”.

Perguntado se a nova construção é conectada ao muro existente ou se alguém do CBP está aconselhando o grupo ou direcionando os trabalhos, Roger Maier, porta-voz do CBP, informou que “o projeto está conectado aos nossos esforços”, acrescentando que qualquer pergunta deveria ser direcionada à companhia de construção responsável pelo projeto privado.

Kobach descreveu a área como “um espaço que precisava ser preenchido” para impedir o tráfico humano e de drogas. “A ideia principal é que nós queremos complementar o que o governo federal está fazendo”, disse ele. “Nós podemos complementar fechando esse espaço e tornar o muro em El Paso muito mais eficiente”.

Na segunda-feira (27), Kolfage e outros apoiadores da campanha comemoraram os esforços nas redes sociais. “Todos os que são contra disseram que era impossível”, postou Kolfage no Twitter. “Ha ha ha, onde vocês estão agora?”

 

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