Patrulha da Fronteira enviará tropas de elite às cidades-santuário

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Espera-se que agentes adicionais sejam enviados São Francisco, Los Angeles (CA), Atlanta (GA), Houston (TX), Boston (MA), Nova Orleans (LA), Detroit (MI) e Newark (NJ)

A implantação das equipes especiais para ajudar os agentes do ICE em batidas migratórias ocorrerá de fevereiro a maio

Agentes de uma equipe tática especial que normalmente enfrenta contrabandistas na fronteira dos EUA com o México estão sendo enviados para cidades-santuário em todo o país. A administração Trump está implantando unidades táticas como parte de uma operação na luta do Presidente contra localidades que se recusam a colaborar com as autoridades migratórias. Os oficiais especialmente treinados estão sendo enviados para cidades como Chicago (Il.) e Nova York para aumentar o poder dos agentes do Departamento de Imigração (ICE), de acordo com dois oficiais familiarizados com a operação secreta. Espera-se que agentes adicionais sejam enviados São Francisco, Los Angeles (CA), Atlanta (GA), Houston (TX), Boston (MA), Nova Orleans (LA), Detroit (MI) e Newark (NJ).

A medida reflete a persistência do Presidente Trump em reprimir as chamadas cidades-santuário, localidades que se recusam a cooperar na entrega de imigrantes alvos de deportação para as autoridades federais. A ação ocorre logo após o Departamento de Justiça (DOJ) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciarem uma série de medidas que afetarão tanto os cidadãos americanos quanto os imigrantes que vivem nesses lugares.

Lawrence Payne, porta-voz do Departamento de Alfândega & Proteção de Fronteiras (CBP), confirmou que a agência estava destacando 100 oficiais para atuar com o ICE “a fim de melhorar a integridade do sistema de imigração, proteger a segurança pública, e fortalecer nossa segurança nacional”.

A implantação das equipes ocorrerá de fevereiro a maio, de acordo com um e-mail enviado ao CBP obtido pelo jornal The New York Times através de um funcionário familiarizado com o planejamento. Entre os agentes que estão sendo enviados às cidades-santuário estão membros da unidade tática de elite conhecida como BORTAC, que atua essencialmente como a equipe da SWAT do CBP. Os agentes estarão equipados com granadas de efeito moral e possuem treinamento aprimorado do tipo Forças Especiais, incluindo certificação de atiradores. Esses profissionais normalmente realizam operações de alto risco, visando indivíduos violentos, muitos deles com extensos antecedentes criminais.

O trabalho da unidade geralmente ocorre nas áreas mais desertas e quentes da fronteira com o México. As operações pode envolver a invasão de esconderijos mantidos por quadrilhas de contrabando que são conhecidas por traficarem drogas e armas.

Nas cidades-santuário, os agentes do BORTAC apoiarão os agentes do ICE nas batidas migratórias, disseram as autoridades. A presença deles pode despertar temor nas comunidades imigrantes que estão em alerta devido às políticas de deportação e detenção adotadas após a posse de Trump.

Em um comunicado, o diretor interino da ICE, Matthew T. Albence, disse que a implantação vem em resposta às políticas adotadas pelas cidades-santuário, que dificultam o trabalho dos agentes de imigração.

“Como observamos há anos, em jurisdições onde não podemos assumir a custódia de estrangeiros nas cadeias, nossos policiais são forçados a efetuar prisões de estrangeiros criminosos que foram libertados nas comunidades”, disse ele. “Quando as cidades-santuário libertam esses criminosos de volta às ruas, aumenta a ocorrência de crimes evitáveis e, mais importante, vítimas evitáveis”.

Mas Gil Kerlikowske, ex-comissário da CBP, que supervisiona as unidades táticas ao longo da fronteira, disse que enviar os agentes especiais para realizar batidas migratórias nas cidades, onde eles não são treinados para trabalhar, pode escalar situações que já são voláteis. Ele considerou a ação “erro significativo”.

“Se você é chefe de polícia e pretende responder a um delito relativamente menor, não envia as equipes da SWAT e BORTAC”, disse Kerlikowske, ex-chefe de polícia de Seattle (WA). “Eles são treinados para missões muito mais perigosas do que isso”.

 

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