Professor é acusado de molestar 2 alunos indocumentados em NJ

Foto11 Isaias Garza Professor é acusado de molestar 2 alunos indocumentados em NJ
Isaías Garza teria abusado sexualmente dos 2 alunos entre 2002 e 2008 (Foto: Daily Journal)

Isaías Garza também é acusado de ter tentado subornar uma das vítimas durante as investigações contra ele

Um professor em New Jersey enfrenta 20 acusações de ter molestado sexualmente 2 alunos, ambos imigrantes indocumentados. Os ataques teriam ocorrido há mais de uma década e ele tentou suborna-las para que as vítimas ficassem quietas, inclusive oferecendo ajuda na aplicação de legalização de uma delas.

O réu Isaías Garza, de 51 anos, morador em Vineland, é acusado de ter abusado sexualmente de 2 meninos quando ocupava o cargo de professor chefe no ExCEL do Distrito Escolar de Bridgeton, um programa de aprendizado acelerado para alunos do ensino intermediário. Os alunos teriam sofrido abusos em diversas ocasiões entre 2002 e 2008, ocorridos no prédio do programa ExCEL na Washington St., na residência do professor e na casa de um dos alunos.

Semana passada, Isaías foi oficialmente indiciado por 6 acusações de abuso sexual com agravantes, 13 acusações de abuso sexual em 2º grau e 1 acusação de tentativa de suborno. As acusações detalham que um aluno tinha menos de 13 anos de idade e o outro pelo menos 13 anos na época em que os crimes ocorreram. O primeiro aluno denunciou os abusos em setembro de 2018 e sugeriu que os investigadores conversassem com o 2º estudante, pois ele também poderia ter sido vitimado, detalharam os promotores públicos.

Quando os investigadores confrontaram Garza sobre as denúncias feitas pelo 1º aluno, eles o perguntaram se o 2º estudante já havia passado a noite na casa do professor, informaram as autoridades. A princípio, ele respondeu que não, mas, posteriormente, ele confessou que o menino havia ficado 3 vezes. Cerca de 20 minutos depois de ser interrogado pelos detetives, em 24 de setembro de 2018, Isaías foi até o restaurante onde a 2ª vítima atualmente trabalha, agora um adulto, e pediu-lhe para que não cooperasse com a polícia.

Os investigadores adiantaram que possuem gravações da conversa, feitas pelo ex-aluno, e outras nas quais Isaías ofereceu dinheiro para que o homem ficasse em silêncio. “Eu não tenho muito, mas aquilo que eu posso dar, darei com amor”, relataram os promotores o que Garza disse à vítima. “Eu protegerei você. Eu te ajudarei com seus papéis. Você não precisa falar nada”.

Ele teria instruído a vítima a contar para a polícia que nada aconteceu nas noites em que ele dormiu na casa do professor e que ele visitou a residência porque admirava a família dele. Os promotores relataram que o ex-aluno perguntou a Isaías o que aconteceria se ele cooperasse com a polícia. “Se você disser a verdade, eu vou para a prisão e a minha família será destruída”, teria respondido o réu.

Garza foi preso em outubro de 2018 e o Distrito Escolar o afastou da função enquanto aguardava o resultado das investigações. Além disso, ele foi proibido de entrar na escola. Quando o juiz determinou que ele aguardasse o julgamento em liberdade, a sala de audiências repleta de apoiadores, incluindo familiares e amigos, aplaudiram a decisão. Na ocasião, o advogado de defesa, Kevin McCann apresentou cartas de apoio assinadas por mais de 50 pessoas e descreveu o réu como um “pilar da comunidade”.

McCann acrescentou que o cliente dele manteve conversas com o 2º aluno depois que a suposta vítima entrou em contato com ele e informou-lhe que a polícia fazia perguntas. Garza disse a ele para dizer a verdade, alegou o advogado, mas explicou-lhe que ele não era obrigado a falar com as autoridades.

Isaías não possui antecedentes criminais, mais foi ordenado a entregar o passaporte e não manter contato com os ex-alunos. Ele é cidadão dos EUA naturalizado, imigrou do México no início da década de 90 e trabalhava no Distrito Escolar de Bridgeton há mais de 23 anos. Ele terá que retornar ao tribunal na segunda-feira (4).

 

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