Indocumentada e informante do ICE acusa agente de estupro em CT

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O porta-voz do ICE confirmou que Wilfredo não trabalha mais no órgão “há muitos anos” e evitou comentar o caso que tramita na justiça (Foto: ICE)

O ex-agente Wilfredo Rodriguez teria engravidado a vítima 3 vezes: em 2007, 2009 e 2013

Uma imigrante hondurenha que morava em Connecticut alega ter sido ameaçada de deportação e morte por um agente do Departamento de Imigração (ICE) que abusou sexualmente dela durante vários anos, engravidando-a 3 vezes e pagou por um dos abortos. As acusações fazem parte da ação judicial de US$ 10 milhões movida contra o ICE, Departamento de Segurança Nacional (DHS) e o ex-agente Wilfredo Rodriguez.

O porta-voz do ICE confirmou que Wilfredo não trabalha mais no órgão “há muitos anos” e evitou comentar o caso que tramita na justiça.

No processo apresentado no sábado (19), a mulher relatou que conheceu Rodriguez em 2006, depois que o irmão dela foi preso por ter entrado clandestinamente nos EUA e, posteriormente, que o agente descobriu que ela também era indocumentada. Para evitar ser deportada, ela concordou em se tornar informante e ajudar o ICE a localizar criminosos ideais para a deportação. A mulher relatou que levou as autoridades migratórias ao paradeiro de 3 indivíduos também indocumentados que esfaquearam o marido dela. Entretanto, em 2007, a mulher disse que Rodriguez tentou fazer sexo com ela e, quando recusou, ele teria tapado a boca da vítima, a jogado na cama, posto a arma dele próxima à ela  e disse-lhe, se ela abrisse a boca, ele usaria a pistola. Ela relatou que o agente, então, estuprando-a, segundo documentos apresentados no tribunal.

Rodriguez, que se autodenominava “Wolf”, também com que a mulher praticasse sexo oral nele e participasse de “comportamento sexual repugnante”. Durante todo esse tempo, ele teria a lembrado que ela era a razão porque a família dela não era deportada. Além disso, ele teria ameaçado mata-la, segundo a ação judicial.

Durante o período de abusos, a mulher alega que engravidou de Rodriguez 3 vezes: em 2007, 2009 e 2013. Cada vez, relatou, ela fez um aborto e Wilfredo pagou por um deles, conforme o processo. Na ocasião, ela teria tentado suicídio 4 vezes. Ela decidiu acusar Rodriguez em 2018 depois que o pai dela, que vivia clandestinamente nos EUA, solicitou asilo e ela foi abordada por um agente, conforme o processo. O agente de imigração a aconselhou a consultar um advogado.

O advogado de defesa da vítima, George Kramer, disse que a cliente dele “tinha uma escolha: cooperava com o ICE ou seria deportada com a família dela”.

“Ela permanece ainda num estado psicológico bastante frágil”, relatou Kramer. “Ela não busca somente compensação pelos danos físicos e emocionais que sofreu, mas também mudar a forma com que aqueles que cooperam com o ICE são tratados por aqueles em posição de poder e possuem poder total sobre a possibilidade de permanecer nos EUA”.

 

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