ICE intensifica vigilância nas cidades “santuário”

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A diretriz mais recente é simples: Prendam o máximo de imigrantes indocumentados possíveis e “lotem as ruas” (de agentes), relatou um funcionário do governo (Foto: ICE)

A liderança do ICE pediu pelo menos 500 agentes especiais para ajudar nas detenções nas jurisdições santuários e busca de indocumentados

Intensificando as batidas nas cidades santuário por todos os EUA, o Departamento de Imigração (ICE) iniciou o monitoramento 24 horas em residências e locais de trabalho dos imigrantes indocumentados. O órgão planeja enviar centenas de agentes adicionais em carros à paisana durante as próximas semanas para aumentar as detenções em cidades cujas autoridades de segurança não cooperam com as autoridades migratórias.

A liderança do ICE pediu pelo menos 500 agentes especiais, que geralmente realizam investigações de longo prazo envolvendo criminosos e traficantes, para ajudar nas detenções nas cidades santuários. O pedido ocorreu após o pronunciamento público ocorrido em fevereiro, de alocar agentes da tropa de elite BORTAC, os quais são convocados em operações arriscadas na fronteira, resgate e operações de inteligência, para prender e deportar imigrantes indocumentados nas cidades santuários.

A expansão das operações de vigilância e o acréscimo de agentes representam a intensificação mais recente no conflito entre a administração Trump e as cidades que se recusam a colaborar nas deportações. Essas jurisdições incluem Boston (MA), Nova York, Detroit, Chicago, San Francisco, Los Angeles, Atlanta, Nova Orleans e Newark. O plano foi iniciado em fevereiro e irá até 31 de dezembro, segundo um e-mail interno, indicando que a iniciativa foi batizada “Operação Palladium”.

A diretriz mais recente é simples: Prendam o máximo de imigrantes indocumentados possíveis e “lotem as ruas” (de agentes), relatou um funcionário do governo. A administração renovou o foco em deter os indocumentados nas jurisdições santuários, depois de anos de esforços em tentar persuadir os governos locais a entregar qualquer pessoa que tenha sido liberada das penitenciárias e que esteja clandestinamente nos EUA.

Os líderes locais nestas comunidades geralmente argumentam que tal prática tornariam as cidades menos seguras, pois desencorajaria as pessoas de cooperarem com a polícia. Devido ao fato de violações das leis migratórias serem infrações civis ao invés de criminais, os agentes especiais da BORTAC não podem, em muitos casos, obter ordens de busca para forçarem a entrada em lugares onde os indivíduos procurados estão escondidos. Ao invés disso, o ICE está investindo numa campanha massiva de monitoramento, a qual envolve observar determinados indivíduos mais de 12 horas por dia, na esperança de prendê-los do lado de fora de suas residências ou locais de trabalho.

 

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