Hotéis em Nova York esperam reabrir em julho após surto de coronavírus

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O Hilton New York Midtown (detalhe); o maior hotel de Nova York, com 1.878 quartos

Na sexta-feira (21), o Governador Andrew Cuomo ordenou que todas as empresas que prestam serviços não essenciais mantivessem seus trabalhadores em casa

Depois de fechar temporariamente as portas para evitar o surto de coronavírus, algumas das maiores redes de hotéis na cidade de Nova York já estão prevendo uma recuperação no verão.
“As instalações aguardam ansiosamente os hóspedes no final deste verão”, disse um porta-voz do Hilton New York Midtown; o maior hotel de Nova York, com 1.878 quartos.

O hotel, um espaço popular para convenções e eventos, apagou as luzes no final de semana passada, quando as viagens com destino a Big Apple foram suspensas e as infecções por coronavírus em todo o estado dispararam. O porta-voz do Hilton se recusou a fornecer detalhes sobre quando deve reabrir no verão, mas outros hoteleiros dizem que estão apostando em julho.

“Atualmente, estamos aceitando reservas para 1º de julho com base na curva que esse vírus tomou em outros países”, disse Richard Born, que opera cerca de 5 mil quartos de hotel em Nova York, incluindo o Wellington Hotel, com 618 quartos, e o Pod Times, com 665 quartos, Square e o Watson Hotel, com 600 quartos.

Na sexta-feira (21), o Governador Andrew Cuomo ordenou que todas as empresas que prestam serviços não essenciais mantivessem seus trabalhadores em casa. No dia, o número de casos de coronavírus no estado de Nova York superava 20 mil, ou seja, mais da metade de todos os casos nos EUA. A quarentena, batizada de “New York Pause”, deve durar até 19 de abril, embora ainda não esteja claro quanto tempo durará a pandemia.

O Presidente Trump, quando perguntado na semana passada “quanto tempo isso pode durar”, respondeu: “As pessoas estão falando sobre julho, agosto, algo assim”.

Enquanto isso, algumas instalações hoteleiras menores e independentes correm o risco de não sobreviverem até o verão, caso as perdas financeiras provocadas pelo coronavírus podem forçar as empresas a reduzir os gastos, alertaram especialistas do setor.

“Uma das primeiras coisas que uma empresa faz é reduzir as viagens”, observou Chip Rogers, executivo-chefe da American Hotel & Lodging Association.

Também é esperado que o período de quarentena seja difícil para as milhares de pessoas empregadas pelo setor de hospitalidade, incluindo empregadas domésticas, camareiras, recepcionistas, garçons, cozinheiros e trabalhadores de manutenção. Rogers diz que cerca de 75% dos trabalhadores de hotéis em todo os EUA já foram dispensados ou demitidos. Peter Ward, chefe do Conselho de Comércio de Hotéis e Motéis, disse que cerca de 95% da equipe sindical da indústria hoteleira poderia ser demitida, ainda nesta semana.

O Hudson Hotel, de 878 quartos, em Nova York, ainda não fechou porque ainda abriga viajantes ociosos e, potencialmente, profissionais de saúde, explicou Geoffrey Mills, vice-presidente da rede de hotéis Hudson. Cerca de 60 viajantes da Espanha, Itália e França prolongaram suas estadias no hotel em Midtown Manhattan (NY) porque não se sentem à vontade para viajar, disse Mills.

Born também registrou seus hotéis na cidade e no estado para servir de acomodação para os profissionais de saúde e de emergência que operam em hospitais improvisados no Centro de Convenções Jacob K. Javits, universidades. Outros espaços também estão sendo disponibilizados para tratar a avalanche esperada de pacientes com coronavírus.

 

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