Heloísa Gomyde faz um balanço sobre o programa ‘Hello, Família’ nos EUA

Heloisa Gomyde Heloísa Gomyde faz um balanço sobre o programa ‘Hello, Família’ nos EUA
O programa “Hello Família” é conduzido e escrito pela jornalista Heloísa Gomyde (Crédito: Globo/Divulgação)

O 10º e último episódio da temporada aborda o que deve ser considerado pelos pais para que os filhos tenham chances de ingressar nas universidades americanas 

A partir desta quarta-feira (10), a temporada do ‘Hello, Família’ fica completa no Globoplay, com a disponibilização do décimo e último episódio. Depois de mergulhar a fundo em diferentes temas que envolvem o universo de parenting, a edição traz um olhar voltado para o futuro, com dicas sobre questões que devem ser consideradas para que os jovens brasileiros que vivem no país tenham maiores chances de ingressar nas faculdades de sua escolha. Entre os entrevistados,  estão o correspondente da GloboNews Guga Chacra, o jurista e economista Carlo Barbieri, e a planejadora financeira Letícia Augusto.

Conduzido e escrito pela jornalista Heloísa Gomyde, o ‘Hello, Família’ tem direção de Marcos H. Azevedo, produção de Natália Fungaro, Mariana Machado e Tiago Hilderbrandt, e consultoria e pesquisa de Cynthia D’auia.  Em dez episódios, levanta de forma leve e informativa a criação dos filhos em um novo país. Ao todo, são trinta e duas entrevistas com pais brasileiros e também com especialistas e influenciadores, que vivem em diversos estados americanos, e que falam abertamente sobre suas experiências e também sobre os erros e acertos na criação dos filhos em meio às duas culturas.

O ‘Hello, Família’ conversou de forma bem direta com brasileiros que estão criando seus filhos aqui.

. Como foi o processo de escolha dos temas abordados?

A maior parte do time do ‘Hello, Família’ está neste barco, ou seja, tem filhos aqui nos Estados Unidos. Os temas vieram numa conversa inicial e logo todos tinham muitas experiências e ideias para trocar. Alguns temas são da nossa nova realidade, como fazer homeschooling, outros são temas que a gente discute em rodas de amigos mesmo, como quais atividades after school são interessantes, ou mesmo como planejar para que os filhos entrem em uma universidade americana.


. O formato de entrevistas pela internet já estava previsto no conceito inicial do programa, ou foi uma adaptação devido a esse momento de distanciamento social?

O formato sempre foi de entrevistas, a quarentena ajudou a diminuir as distâncias. Conseguimos conversar com famílias do Texas, de Idaho, Massachusetts, Flórida, Carolina do Norte, Nova York, Califórnia… A logística de viagens para ter alcance a tantas experiências diferentes teria sido bem complicada. E, também por conta da quarentena, quase todos os entrevistados nos receberam na casa deles! O que sempre traz um papo bem mais gostoso, com participações especiais de crianças e pets, como vocês puderam conferir nos episódios.

. Na sua opinião, quais foram os assuntos que ganharam mais tração?

Alguns assuntos são do coração da equipe, né? Eu, por exemplo, me emocionei mesmo com o episódio “Mães Solo”. Achei as histórias lindas. Falar sobre a dificuldade de manter o português em casa também me interessa muito e acho que atraiu muitos brasileiros que sentem isso todos os dias. Outro episódio em que senti uma repercussão ótima foi sobre famílias em que uma parte do casal é brasileira e a outra americana. Foi divertido e informativo.

 

. E o que mais te surpreendeu ou emocionou?

Eu me emocionei em algumas entrevistas… Histórias de mães fortes sempre me comovem. A modelo Laís Ribeiro, que eu achava linda e batalhadora, trouxe um pedacinho da história dela que eu não conhecia. Para ganhar o mundo, ela teve que deixar o filho no Brasil com a família enquanto viajava para compromissos profissionais. Quando ela falou disso, os olhos dela e os meus encheram de lágrimas… A gente acha que é fácil quando vê que ela chegou no topo, mas ela teve o filho com 17 anos! Certamente foi muito difícil decidir se estava fazendo a coisa certa!

Eu me surpreendi muito também com a resposta que tivemos nas redes sociais. Recebi dezenas de mensagens de famílias de brasileiros que assistiram ao programa e se sentiram representados ali. São pessoas que também querem contar a história da família delas. Os brasileiros aqui gostam de trocar experiências. Eu sei que estou adorando ouvir e ler tantos relatos de pessoas incríveis.


. Muitos entrevistados ressaltaram que, na ausência da família, é importante buscar uma rede de apoio, de amigos com quem você pode contar quando preciso. Na sua experiência pessoal, também foi assim?  

Eu tenho uma rede de apoio que é mesmo minha família aqui nos Estados Unidos. Eu, como muitos brasileiros, cheguei sem conhecer ninguém. Meu marido viaja muito e eu morria de medo de ficar doente, por exemplo, e não ter ninguém pra me ajudar com as crianças. Uns seis meses depois de estar aqui, este pesadelo aconteceu. Fiquei bem mal, daquelas gripes que te jogam na cama. Tocou a campainha e era uma amiga recém-conquistada com uma panela de canja e muita disposição pra me ajudar. Quer algo mais lindo do que isso? Eu não pedi! A gente aqui nos Estados Unidos sabe que pode contar com a nossa rede de pessoas queridas.

. Que conselho ou dica você pode deixar aqui para mães e pais brasileiros que também estão vivendo esse universo de parenting nos EUA?

Meu conselho é fazer amigos e cultivar as amizades na sua cidade, não viver apenas conversando com pessoas que moram longe de você. Podem ser brasileiros, americanos, ou de qualquer outra nacionalidade. Com filhos, sempre existem situações em que você não chega a tempo para buscar na escola, não sabe o dia da reunião, não consegue encontrar algum produto importante. Só com pessoas queridas em volta você vai gostar da vida aqui. A rotina das famílias nos Estados Unidos está longe de ser uma mar de rosas, os perrengues são constantes, mas traz muitas compensações.

 

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