Governo luta na justiça por informações de acusado de estupro e homicídio

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Reeaz Khan, de 21 anos, foi filmado num vídeo de vigilância na cena do crime e identificado pelo próprio irmão dele

O ICE briga no tribunal para obter mais dados sobre o indocumentado Reeaz Khan, de 21 anos, acusado de estuprar e matar uma idosa de 92 anos

O governo federal está processando judicialmente a Prefeitura de Nova York para obter informações sobre um imigrante indocumentado acusado de abusar sexualmente e assassinar uma mulher de 92 anos em Queens (NY), no mês passado. Na segunda-feira (3), as autoridades federais pediram a um juiz que obrigue a cidade a fornecer documentos relacionados a Reeaz Khan, de 21 anos, natural da Guiana, acusado de matar Maria Fuertes em 10 de janeiro, incluindo seu histórico criminal. O Departamento de Alfândega & Imigração (ICE) estava tentando deportar Khan há vários meses antes do crime; mas não obteve ajuda da Prefeitura.

“Essas informações são necessárias para ajudar a determinar se Khan é passível de deportação e se ele está sujeito a detenção”, escreveu o procurador dos EUA no Distrito Leste de Nova York em documentos judiciais.

A Prefeitura não nega categoricamente os pedidos de informações do ICE, mas os analisa caso a caso, de acordo com uma porta-voz municipal.

O ICE emitiu uma ordem de prisão em nome de Khan e a enviou ao Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), em novembro de 2019, depois que ele foi preso por agredir o pai e posse ilegal de arma. Na ocasião, as autoridades migratórias pediram que a Prefeitura notificasse ao órgão federal quando ele fosse libertado. Khan já havia ultrapassado o período de permanência do visto de visitante, que expirou em março de 2017, de acordo com os promotores federais.

“Apesar do pedido de detenção do ICE, Khan foi libertado sem notificação ao ICE”, diz a petição. Seis semanas depois, Khan supostamente estrangulou Fuertes até a morte em South Richmond Hill. Ele foi filmado num vídeo de vigilância na cena do crime e identificado pelo próprio irmão dele.

Os representantes do ICE responsabilizaram a política cidade santuário de Nova York pela morte de Fuertes. Poucos dias após o assassinato, Thomas Decker, diretor Setor de Deportações do ICE, disse: “Claramente, os políticos se preocupam mais com os estrangeiros ilegais criminosos do que com os cidadãos que os elegem para servir e proteger”.

“Foi uma escolha fatal libertar um homem que tinha uma ordem de prisão ativa do ICE de volta às ruas e agora ele enfrenta novas acusações, incluindo assassinato”, concluiu Becker.

 

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