Fundadora de escola privada pega 1.5 ano de prisão por tráfico humano

Foto8 Evelyn Mack Fundadora de escola privada pega 1.5 ano de prisão por tráfico humano
Evelyn Mack, de 65 anos, poderia ser condenada a 10 anos de prisão; mas o juiz levou em consideração a saúde dela quando proferiu a sentença (Foto: WSOC)

Evelyn Mack, de 65 anos, teria recebido US$ 1 mil por 75 alunos cada, a maioria deles natural da África

Na terça-feira (17), a fundadora de uma escola privada em Charlotte (NJ) foi condenada a 1 ano e meio de prisão em decorrência da acusação de ter escondido estudantes estrangeiros das autoridades federais de imigração e lucrado com isso. A réu Evelyn Mack, de 65 anos, que sofre de Mal de Parkinson e saiu do prédio do tribunal numa cadeira de rodas, foi sentenciada depois de ter assumido esconder, abrigar ou proteger estrangeiros ilegais, segundo o canal de TV local WSOC.

Os promotores públicos relataram que o réu fundou a Evelyn Mack Academy em Charlotte (NC) e utilizou a instituição para prometer aos adolescentes estrangeiros que eles jogariam em escolas de renome e receberiam ofertas de bolsas de estudo. Um dos “recrutados” até virou morador de rua, detalhou um dos promotores no caso.

Mack teria recebido US$ 1 mil por 75 alunos cada, a maioria deles natural da África. Ela foi acusada de declarar falsamente que os jovens estudavam na academia dela, o que os qualificavam para o programa de visto de estudante estrangeiro, mas, invés disso, eles eram transferidos para outras escolas que não faziam parte do programa. Isso permitia que os jovens saíssem do monitoramento do Departamento de Imigração (ICE).

Os investigadores destacaram que o caso equivale a tráfico humano. Entretanto, quando confrontada pelo canal de TV em 2016, Mack insistiu que “eu nunca participaria de tráfico humano. Todos os meus alunos estão aqui legalmente”.

Mack poderia ser condenada a 10 anos de prisão; mas o juiz levou em consideração a saúde dela quando proferiu a sentença. “Ela estava um pouco desapontada, mas bastante calma e reflexiva sobre isso”, disse o advogado de defesa dela, James Exum. “Levando em consideração todas as coisas, foi uma sentença justa”.

Ela teria fornecido aos promotores públicos os nomes dos treinadores e recrutadores que ela manteve contato, mas não mencionada nenhuma investigação os envolvendo.

“Certamente, isso começa de alguma forma com a Srta. Mack, mas os verdadeiros culpados são os treinadores e eles ainda estão soltos nas ruas”, disse Exum. “Eles estão livres e ainda fazendo a mesma coisa por todo o país”.

A escola fechou em 2017.

 

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