Estudo: Esteróides reduzem o risco de morte em pacientes graves com coronavírus

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Dexametasona é normalmente usada para tratar certas formas de artrite, alergias graves e asma, entre outras condições de saúde, incluindo certos tipos de câncer

A dexametasona foi fornecida na dose de 6 mg uma vez ao dia durante até 10 dias, administrada por injeção ou via oral

O esteróide dexametasona, amplamente disponível pode ser essencial para ajudar a tratar os pacientes mais doentes de coronavírus que precisam de ventilação ou oxigênio, de acordo com pesquisadores do Reino Unido. As descobertas são preliminares, ainda estão sendo compiladas e não foram publicadas; mas alguns especialistas não envolvidos no estudo consideraram os resultados um avanço.

Os dois principais investigadores do Recovery Trial, um grande estudo britânico que investiga os potenciais tratamentos Covid-19, anunciaram aos repórteres em uma entrevista coletiva virtual na terça-feira (16) que o tratamento à base de dexametasona durante 10 dias revelou reduzir o risco de morte por 1 terço entre os pacientes hospitalizados que necessitam de ventilação no estudo.

“Esse é um resultado altamente estatisticamente significativo”, afirmou na terça-feira Martin Landray, vice-pesquisador-chefe do estudo e professor da Universidade de Oxford.

“Este é um resultado completamente convincente. Se olharmos para os pacientes que não precisavam de ventiladores, mas usavam oxigênio, também houve uma redução significativa de risco de cerca de um quinto”, disse Landray. “No entanto, não vimos nenhum benefício naqueles pacientes que estavam no hospital, tinham Covid, mas cujos pulmões estavam funcionando suficientemente bem; eles não usavam oxigênio ou ventiladores”.

Landray acrescentou que “existem questões pendentes” e as pessoas que tratam o Covid-19 em casa não devem tomar dexametasona devido a esses resultados.

“Nós não estudamos pacientes nas comunidades”, disse Landray. “Não demonstramos efeito nos pacientes que não usam oxigênio e não estudamos os pacientes que não estão no hospital”.

O estudo incluiu cerca de 2.100 pacientes de Covid-19 hospitalizados que foram escolhidos aleatoriamente para receber dexametasona e cerca de 4.300 pacientes hospitalizados para receber o padrão comum de atendimento em seus hospitais.

. Nosso foco era a mortalidade:

No estudo, a dexametasona foi fornecida na dose de 6 mg uma vez ao dia durante até 10 dias, administrada por injeção ou via oral. Os pesquisadores não relataram reações adversas graves entre os pacientes que tomaram dexametasona, mas os resultados são preliminares.

“Nesta fase, não encontramos efeitos adversos claros disso. Vamos reconhecer que existem duas mensagens aqui. Nas pessoas que precisavam de oxigênio ou ventilação, isso claramente funciona, e os benefícios são maiores para os que usam ventiladores. Já as pessoas no hospital com Covid que não precisam de oxigênio, portanto, seus pulmões estão funcionando moderadamente bem, então, na verdade não há benefício”, disse Landray, na terça-feira (16).

“No estudo, nosso foco foi a mortalidade, que obviamente uma droga pode afetar em qualquer direção, mas os resultados gerais nos pacientes com oxigênio e ventilação foram um benefício claro e óbvio”, disse Landray, acrescentando que as mortes no estudo foram monitoradas durante um período de 28 dias. “Observamos, por exemplo, houveram mortes devido à outras formas de infecção que, às vezes, são consideradas um risco? E a resposta é não, não havia excesso de nenhuma outra causa específica de morte”.

Dexametasona é normalmente usada para tratar certas formas de artrite, alergias graves e asma, entre outras condições de saúde, incluindo certos tipos de câncer. Os efeitos colaterais podem incluir dor de estômago, dor de cabeça, tontura, insônia e depressão. A GoodRx estima que o medicamento possa custar até US$ 8.

 

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