“Dreamers” aproveitam brecha da lei para adquirir a cidadania nos EUA

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A revelação foi registrada numa ação judicial em andamento sobre a tentativa do Presidente Trump em 2017 de eliminar progressivamente o DACA

Cerca de 14 mil “Dreamers” se aproveitaram de uma “brecha” que lhes permitia deixar o país e ser “liberados” na volta aos EUA

O programa “Ação Diferida para Chegadas na Infância” (DACA),  não deveria, em tese, ser um caminho para a cidadania. Entretanto, pelo menos 14 mil entre seus beneficiários, conhecidos como “Dreamers”, conseguiram usar a anistia de deportação da era Obama exatamente para esse fim, revelou o governo nesta semana.

Os “Dreamers” se aproveitaram de uma “brecha” que lhes permitia deixar o país e ser “liberados” na volta aos EUA. De acordo com a lei, qualquer pessoa em liberdade condicional pode aplicar para ajuste de status e se tornar um residente legal permanente (green card). Esse é o passo básico no caminho à cidadania.

“[Presidente] Obama alegou repetidamente que o DACA não era uma anistia, não daria imunidade à residência ilegal e nem seria um caminho para a cidadania. Entretanto, essa brecha imprópria foi criada para fazer exatamente isso; um caminho acelerado e sem consequências para a cidadania, ou seja, aqueles com cônjuge ou patrocinador de emprego”, disse Jessica Vaughan, diretora de estudos de políticas do Center for Immigration Studies (CIS).

A revelação foi registrada numa ação judicial em andamento sobre a tentativa do Presidente Trump em 2017 de eliminar progressivamente o DACA.

O Governo citou o número de pessoas que se beneficiaram com o status acelerado por meio de casamento com um cidadão dos EUA. Calcula-se que o DACA tenha beneficiado aproximadamente 800 mil jovens.

 

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