Cristo Redentor é iluminado com bandeiras de países afetados pelo coronavírus

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O público não teve acesso ao monumento como medida para evitar aglomeração de pessoas, evitando a possível disseminação do vírus fatal

Na terça-feira (17), as visitas ao Cristo Redentor, cartão postal do Brasil, foram suspensas durante 7 dias

Na quarta-feira (18), mais de 150 bandeiras de países com casos confirmados do coronavírus (Covid-19) foram projetadas em um dos principais cartões-postais do Brasil: o Cristo Redentor, na cidade do Rio de Janeiro. O ato contou com a presença do arcebispo do Rio, cardeal Dom Orani Tempesta, e o reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar Raposo. No local, os religiosos rezaram o Pai Nosso. O público não teve acesso ao monumento como medida para evitar aglomeração de pessoas, evitando a possível disseminação do vírus fatal.

A cerimônia foi uma iniciativa para enviar apoio e esperança ao mundo. A hashtag #rezemosjuntos, lançada pelo Papa Francisco para mobilização pelas pessoas contaminadas, finalizou a projeção.

Na terça-feira (17), as visitas ao Cristo Redentor foram suspensas durante 7 dias. o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou o encerramento. Os visitantes que já tinham comprado o bilhete poderão agendar novamente os passeios para até 180 dias após a data de emissão do bilhete.

 

Segundo explicou o Cardeal Tempesta, ele recebeu um telefonema do cônsul da Itália solicitando que as cores da bandeira italiana fossem projetadas na imagem do Cristo Redentor, “como solidariedade e orações para com o povo sofrido da Itália”.

Então, em conversa com o reitor do Santuário, Padre Omar Raposo, decidiu-se expandir esse pedido e projetar “no corpo do Redentor as bandeiras de 150 países que sofrem nesse momento com a proliferação desse vírus que tem causado tanta preocupação em tantas pessoas, em tantas regiões, e agora também no nosso país”.

“Ao momento atual de tantas preocupações, tantos desânimos, queremos dizer que estamos aos pés do Redentor pedindo por todas as famílias, por todas as pessoas que passam por esse momento difícil ou que estão em quarentena, alguns que perderam entes queridos, estamos rezando por todos, para que, mesmo no sofrimento, mesmo nas dificuldades, tenham sempre a esperança no amanhã”, declarou Raposo.

O Arcebispo assinalou que, “no mundo globalizado de hoje, mas tão dividido, nós vemos como as várias bandeiras das nações projetadas no corpo do Redentor nos falam que podemos ter etnias diferentes, tradições diferentes, religiões diferentes, histórias diferentes, mas somos humanos, temos as mesmas necessidades de fraternidade, ajudarmos uns aos outros”.
Assim, Dom Orani indicou que o monumento do Cristo Redentor, símbolo do Brasil, do Rio de Janeiro e da “tradição de braços abertos para acolher todos”, é um “sinal de Deus que está presente em todas as nações, em todos os continentes”.

“E aqueles que hoje, muitas vezes, estão chorando, estão sofrendo, sintam a consolação que vem do Senhor, sintam através de uma pessoa, de um acontecimento, a presença do amor de Deus em suas vidas”, disse o líder religioso.

O momento oracional contou ainda com a presença de uma imagem de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro. O Arcebispo recordou que, há 102 anos, a população invocou a intercessão deste santo frente à epidemia de gripe espanhola. Por isso, pontuou, “com São Sebastião, peçamos ao Senhor para que pare essa proliferação, para que cumpramos nossa obrigação de cidadãos e também seja o Senhor a parar tudo isso e a ajudar para que todos nós possamos sonhar com um amanhã melhor”.

Assim, juntos, rezaram a oração pedindo a intercessão de São Sebastião e também o Pai-Nosso.

 

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