Coronavírus gerou pelo menos 30 tipos diferentes, revelou estudo

Coronavirus 1 1 Coronavírus gerou pelo menos 30 tipos diferentes, revelou estudo
O estudo revelou que os tipos agressivos do vírus mataram as células humanas mais rapidamente

Cientistas chineses descobriram que outros tipos do vírus afetaram diferentes partes do mundo

O novo coronavírus se transformou em pelo menos 30 variações genéticas diferentes, de acordo com um novo estudo realizado na China. Os resultados mostraram que as autoridades médicas subestimaram amplamente a capacidade geral do vírus de sofrer mutações. Os cientistas descobriram que outros tipos afetaram diferentes partes do mundo, levando a possíveis dificuldades em encontrar uma cura geral.

O estudo, realizado pelo professor Li Lanjuan e colegas da Universidade de Zhejiang, em Hangzhou, China, foi publicado em um artigo não revisado no domingo (19).

Os pesquisadores analisaram os tipos de 11 pacientes de coronavírus escolhidos aleatoriamente em Hangzhou, onde houve 1.264 casos relatados, e depois testaram com que eficiência eles poderiam infectar e matar células. Os números de coronavírus da China, no entanto, foram questionados, pois não foram verificados.

Mais de 30 mutações diferentes do vírus foram detectadas, das quais 19 descobertas anteriormente. “O Sars-CoV-2 adquiriu mutações capazes de alterar substancialmente sua patogenicidade”, escreveu Li no jornal.

Na terça-feira (21) à tarde, o coronavírus infectou mais de 804 mil pessoas nos Estados Unidos e matou pelo menos 43.200. Mais de 4 milhões de testes foram realizados nos EUA, mas especialistas acreditam que esse número deve ser aumentado para reabrir a economia. Em todo o mundo, existem pelo menos 2,5 milhões de casos da doença.

A equipe de Li descobriu que alguns dos tipos mais agressivos do vírus foram capazes de gerar 270 vezes a carga viral dos tipos mais fracos; além disso, os tipos agressivos mataram as células humanas mais rapidamente. De acordo com as descobertas, a “verdadeira diversidade” das mutações virais é subestimada e deve ser entendida para se encontrar um tratamento ou vacina.

“O desenvolvimento de medicamentos e vacinas, embora urgente, precisa levar em consideração o impacto dessas mutações cumulativas, especialmente as mutações primárias, para evitar possíveis armadilhas”, escreveram os autores.

 

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