Brasileiro procurado por fraude imobiliária é preso no Aeroporto de Newark (NJ)

issac Brasileiro procurado por fraude imobiliária é preso no Aeroporto de Newark (NJ)
Isaac de Paula enfrenta a pena máxima de 30 anos de prisão e multa de US$ 1 milhão, se for condenado

Na manhã de terça-feira (17), um brasileiro foi preso por participar em um esquema antigo de fraude hipotecária em New Jersey, anunciou o procurador federal de justiça, Craig Carpenito. Isaac de Paula,de  40 anos, foi acusado em 2012, indiciado em 2016, antes de ter fugido do país. Ele voltou aos EUA pelo Aeroporto Internacional Newark Liberty e enfrentará 1 de 4 acusações. Ele é acusado de conspiração para cometer fraude bancária e 3 acusações de fraude bancária. Paula fez sua primeira aparição perante o juiz James B. Clark III, no tribunal federal de Newark, e foi liberado posteriormente. As informações são da Procuradoria de Justiça Distrital de New Jersey.

De acordo com documentos apresentados neste e em outros casos e declarações feitas em juízo:

De setembro de 2006 a maio de 2008, Isaac e seus comparsas se envolveram em um esquema através da empresa Premier Mortgage Services (PMS). Eles tiveram como alvo propriedades em áreas de baixa renda de New Jersey. Depois de recrutar compradores “laranjas”, o grupo usou uma variedade de documentos fraudulentos para fazer parecer que os compradores possuíam muitos bens e tinham muito mais renda do que na realidade. Os comparsas então enviaram esses documentos fraudulentos como parte dos pedidos de empréstimos hipotecários às instituições financeiras. Baseando-se nesses documentos fraudulentos, as instituições financeiras liberaram empréstimos hipotecários para as propriedades listadas. Eles, então, dividiram o dinheiro dos empréstimos entre si e com outros, usando declarações fraudulentas (HUD-1), que ocultaram as verdadeiras fontes e destinos dos empréstimos concedidos pelas instituições financeiras. Na realidade, os compradores “laranjas” não tinham como pagar os empréstimos baseados nas propriedades, muitas das quais entraram em processos de confisco judicial.

Isaac era analista de crédito da PMS e recrutou compradores “laranja”, forneceu documentos falsos e fraudulentos a esses compradores e incorporou documentos falsos e fraudulentos em pedidos de empréstimo para induzir instituições financeiras a financiar empréstimos hipotecários. Os agentes de crédito lucraram ilegalmente ao receber uma comissão do PMS para cada empréstimo que eles fecharam. Além disso, lucraram ilegalmente ao desviar porções dos empréstimos obtidos de forma fraudulenta para si próprios, geralmente por meio de empresas de “fachada” ou contas bancárias.

Paula enfrenta a pena máxima de 30 anos de prisão e multa de US$ 1 milhão por cada caso. O comparsa, Rodrigo Costa, continua solto. Todos os demais envolvidos já se declararam culpados e foram condenados por suas participações no esquema.

O procurador Carpenito creditou agentes especiais do FBI, sob a direção do agente especial encarregado Gregory W. Ehrie; agentes especiais da Receita Federal (IRS), sob a direção do Agente Especial Encarregado John R. Tafur; e agentes especiais do Escritório do Inspetor-Geral da Agência Federal de Financiamento da Habitação, sob a direção do Agente Especial Encarregado Robert Manchak, pela investigação que levou à prisão do brasileiro.

O Governo é representado pelos promotores públicos federais adjuntos, Rahul Agarwal e Zach Intrater. As acusações e alegações contidas na acusação são meramente acusações e presume-se que os réus sejam inocentes, a menos e até que se prove o contrário. Isaac é representado pelo escritório de advocacia Joshua Cohn Esq., em Saddle Brook (NJ).

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