Brasil supera 1 milhão de casos de coronavírus, atrás apenas dos EUA

Duque de Caxias RJ Brasil supera 1 milhão de casos de coronavírus, atrás apenas dos EUA
Apesar da pandemia, o calçadão de Duque de Caxias (RJ), continua sendo frequentado intensamente pelos moradores na Baixada Fluminense (Foto: Twitter)

Na sexta-feira (19), o número de casos totalizou 1.032.913 e o índice de mortos atingiu 48.954, informou o Ministério da Saúde

O Brasil superou 1 milhão de casos do coronavírus, o único país, além dos EUA, a superar esse marco sombrio. O índice, atingido na sexta-feira (19), destaca as perspectivas econômicas sombrias do Brasil e uma queda acentuada no apoio ao presidente de direita, Jair Bolsonaro, por causa de sua manipulação da pandemia, informou o jornal The Guardian.
O Brasil confirmou seu 1º caso da infecção em 26 de fevereiro. Na sexta-feira (19), o número de casos totalizou 1.032.913 e índice de mortos atingiu 48.954, informou o Ministério da Saúde. Também foi registrado um novo número diário de casos, ou seja, 54.771. Em todo o mundo, os casos ultrapassaram 8,6 milhões e mais de 460 mil pessoas morreram, segundo o rastreador da Universidade Johns Hopkins.

Os casos de coronavírus aumentaram drasticamente no Brasil, à medida que o país luta para conter a pandemia. Na terça-feira (16), o Brasil registrou um aumento recorde de quase 35 mil casos diários de coronavírus. Gimena Sánchez Garzoli, diretora do Escritório de Washington (DC) na América Latina (WOLA), disse ao canal de notícias CBS News na quarta-feira (17) que não “confiaria” nos números divulgados pelo governo brasileiro. Ela acredita que eles são muito maiores do que o que foi relatado, citando a falta de transparência do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, nos dados.

“Há dúvidas sobre realmente o número de testes em andamento na maioria das áreas mais afetadas, o que também pode influenciar os números”, disse ela. “O fato de estar se espalhando como fogo não é uma surpresa”.

Até agora, os EUA sofreram cerca de 70 mil mortes a mais relacionadas ao COVID-19 do que o Brasil. No entanto, o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME), parte da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, projeta o número de mortos no Brasil que ultrapassará os EUA em julho, segundo sua última modelagem.

O maior país da América Latina registrou mais de 45 mil mortes e mais de 900 mil casos confirmados a partir de quarta-feira (17), ficando atrás apenas dos EUA em ambas as categorias. Grande parte da culpa pelo combate à pandemia foi atribuída a Bolsonaro. Garzoli disse que ele merece o “prêmio pela combinação mais desastrosa de negação e falta de medidas”.

“O Brasil basicamente precisa que esses trabalhadores informais saiam para manter a economia em crescimento e, portanto, são expostas e transmitidas mensagens confusas aos brasileiros mais pobres e vulneráveis”, Garzoli. “Ao mesmo tempo, ele (Bolsonaro) está lutando com os estados e as autoridades locais que tentaram impor diretrizes e medidas para tentar conter o contágio. Atualmente, existe uma grande crise em todo o país, tornando-o epicentro nas Américas e atingindo desproporcionalmente as áreas mais pobres do Brasil”.

Em meio à pandemia, Bolsonaro minimizou o impacto do vírus e continua a se opor a um bloqueio nacional. Ele também demitiu seu ministro da saúde quando a crise iniciou em abril e outro ministro renunciou apenas algumas semanas no cargo. Bolsonaro também equiparou o vírus à uma “gripezinha”.

 

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