13 mil americanos estão “presos” no exterior devido ao coronavírus

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Desde o surto de coronavírus, os voos vindos do exterior com destino aos EUA foram cancelados

Na segunda-feira (23), oficiais do Departamento de Estado disseram a repórteres que estarão organizando 16 voos nos próximos dias

O Departamento de Estado organiza voos para trazer de volta os americanos “presos” no exterior devido ao fechamento de fronteiras e cancelamentos de voos, em consequência da pandemia de coronavírus. Entretanto, muitos deles e suas famílias dizem que ainda estão lutando para obter respostas da agência encarregada de proteger a saúde e bem-estar dos compatriotas no exterior.

Na segunda-feira (23), oficiais do Departamento de Estado disseram a repórteres que estarão organizando 16 voos nos próximos dias. A ação também envolve a implantação de um fundo de emergência para voos fretados e a possibilidade do uso de aviões do Departamento de Defesa e do Departamento de Segurança Interna (DHS) para transportar os cidadãos no exterior, dos quais 13.500 pediram ajuda e agora estão sendo monitorados pelo departamento.
“Nenhuma opção está excluída”, disse uma autoridade do Departamento de Estado.

As autoridades se pronunciaram um dia depois que o Presidente Donald Trump disse que o governo está “trabalhando muito, muito tempo” para ajudar os americanos no exterior. O Vice-Presidente Mike Pence acrescentou que: “Temos trabalhado muito diligentemente através do Departamento de Estado para tornar isso possível. Os vôos comerciais foram fretados e também estamos trabalhando com os militares para apoio nos voos”.

. Desafios sem precedentes:

Na segunda-feira (23), o secretário de Estado, Mike Pompeo, postou no Twitter que “os americanos no exterior enfrentam desafios sem precedentes” e que seu departamento “continuará a ajudá-los onde quer que eles estejam”.

Entretanto, os viajantes estrangeiros e suas famílias preocupadas em casa dizem que estão lutando por informações e ajuda. Muitos deles relataram que suas fontes de apoio mais frequentes e confiáveis não são provenientes do Departamento de Estado ou do governo dos EUA, mas de grupos no WhatsApp, seus legisladores e autoridades estrangeiras nos países onde estão “presos”.

Wil Franklin, gerente da Vinícola Trinity River em Humboldt County, Califórnia, vem tentando obter informações para ajudar o meio-irmão e pai a sair do Peru, obtendo assistência do escritório do deputado democrata, Jared Huffman. Ele relatou que a família dele, em Arequipa, no Peru, não recebeu informações claras do Departamento de Estado.

“Eles estão no escuro”, disse ele. “Estamos comunicando a eles o que está acontecendo”, com relação às conversas com Huffman.

Uma estudante de pós-graduação nos EUA em Honduras disse que também luta para obter informações claras do Departamento de Estado. Honduras fechou suas fronteiras no dia seguinte a estudante ter chegado ao país e ela vem tentando sair desde então. O aviso de viagem do Departamento de Estado que ela verificou no dia anterior à viagem, em 13 de março, mencionou não haver risco de coronavírus ou interrupção do transporte, apenas o risco de violência.

“Gostaria que a comunicação fosse melhor porque não sei o quanto eles estão fazendo”, disse essa mulher sobre os esforços do Departamento de Estado em ajudar os americanos no exterior. “Eles podem estar fazendo muito. Ouvimos Trump dizer ontem que estão fazendo muito para ajudar os americanos que estão presos. Não estamos vendo nada disso”.

Referindo-se à saída do país de um time famoso de futebol americano feminino, que foi retirado de Honduras em aviões militares dos EUA, a mulher disse: “Estamos vendo o time de futebol americano sendo evacuado e isso é frustrante. Pelo que sei, eles (atletas) estão pagando à United um monte de dinheiro para vir até aqui”.

Por outro lado, os escritórios dos senadores democratas de New Jersey, Cory Booker e Robert Menendez, procuraram a mãe da jovem para oferecer ajuda. Como muitos outros americanos no exterior, a aluna utiliza um grupo do WhatsApp. Outra fonte confiável de informações é o governador das Ilhas, Dino Silvestri, que realiza reuniões diárias via webcast para responder as perguntas de estrangeiros.

 

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